As coisas debaixo do nariz: lusofonia, Açores e etc

A edição deste mês da Monocle é dedicada à Lusofonia e ao potencial de negócio e de desenvolvimento que tem por detrás, chamando a atenção do resto do mundo para esta realidade.

Mas aqui para nós que somos lusófonos, aquilo que a revista faz é meter-nos à frente dos olhos o que tem estado debaixo do nosso nariz e que por isso mesmo temos sempre alguma dificuldade em ver ou em conceber que pode ser feito de maneira diferente.

O artigo sobre os Açores e as ideias que levanta para o melhor aproveitamento da região é prova disso mesmo. Precisamos mesmo de fazer um reset e olhar para as coisas com olhos frescos e pensamento positivo e perceber como é que de facto as podemos aproveitar melhor em nosso próprio proveito. Voltando aos Açores, a história de como é que o chá acabou a ser plantado na ilha é a prova disso. E para quem não sabe (eu não sabia), é o único sitio da Europa onde se planta chá.

E não temos que esperar que alguém venha dar autorização nem precisamos que alguém escreva um desígnio nacional para que as coisas se começem a desenrolar. Vamos é arregaçar as mangas e começar. Depois logo se vê.

Não sei se já aterrou por cá mas assim que puderem comprem e leiam.

 

Os tugas não estão bem!

O título roubei-o à minha amiga Sónia que me deu a inspiração e a clarividência.

Os tugas não estão bem! Não sei se as cinzas desceram por aí abaixo e nos deixaram delirantes, se foi o inverno rigoroso e a falta de sol e a chuva a mais que o normal, se as estações do ano todas baralhadas com 3 dias de verão e 5 de inverno. Mas é verdade… os tugas não estão bem!

E tenho a certeza disto porque nas últimas semanas tenho visto tanta mas tanta estupidez, tanta indigência mental, tanto desvario, tanto desatino, que só pode ser causa de algum elemento externo à nossa vontade que nos tolda o raciocinio e a clarividência.

E todos os dias penso que isto só lá vai com choques eléctricos, purgas, sanguessugas, sangrias e acima de tudo… porrada! Nunca um país precisou tanto de porrada a ver se toma tino! Daquela de criar bicho!

Amanhã é outro dia! Mas não se esperam melhoras repentinas.