Há um novo crítico musical no activo

Hoje, desafiado pelo Pedro Rebelo, iniciei uma nova faceta na minha carreira de escrevedor sem termos num site chamado MyJazzFestival, onde se escreve sobre ranchos folclóricos e outras músicas tradicionais portuguesas, para concorrer com o Tiago Pereira e a sua saga.

Enquanto não acertamos com o tema, até porque aqui na rua não há muitas velhas cantadeiras e o tempo para viajar é curto, vamos escrevendo sobre jazz. Sim, não sou só eu… há lá mais descansem.

E agora perguntam vocês, porque raio ou que espectro de formação tenho eu para me pôr a dissertar sobre jazz ou qualquer outra musica? Pois realmente não sei e confesso que tão pouco estou interessado. É um género de musica que gosto de ouvir, em quase todas as suas variações. Não conheço nem 1% dos músicos ou bandas que por ai andam, mas isso torna a minha descoberta mais agradável. Ah, vou ao Jazz em Agosto todos os anos como quem vai a Fátima dim-joelhos.

Isto levou-me a recordar o que foi o meu percurso de descoberta e sobre isso escreverei algo mais detalhado lá no tal site.

É um projecto em desenvolvimento a precisar de umas quantas Jam Hacking Sessions, mas é para isso que servem as tardes de convívio. E se uma pessoa não se divertir nos intervalos da chuva, queixa-se que está de chuva? Comprem uma sombrinha, bonita palavra em desuso.

Até jazz!

Play it again Sam!

Outro dia decidimos começar a ouvir todos os cd’s que existem cá em casa. Por um lado começava a ter a prateleira cheia de acumuladores de pó e estava a precisar de espaço para novos, por outro queria voltar a ouvir todos, um a um, a ver o que tinha resistido ao tempo e que merece ficar.

A prateleira ganhou 3 papeis verdes de legenda: os que ficam, os que estão por ouvir e os que estão em dúvida e talvez precisem duma segunda audição. Os outros ganharam lugar numa caixa de sapatos e devem ir até um cash-converters da vida ver se ganham novo dono.

À velocidade de um ou dois por noite, 3 nas noites boas, já redescobri uma data de coisas. Doutro lado uma pessoa pergunta-se sobre esta ânsia do novo quando temos tanta coisa boa entre mãos que só precisa de ser arejada e de ter a oportunidade de se voltar a apresentar.

Dá-me assim uma cena tipo nostalgia das noites longas em volta de qualquer coisa agradável acompanhada dum bom disco em redundâncias de prazer. Saudades do tempo em que o som enchia o espaço a servir de cama a pensamentos demorados em fumo branco e copos amarelos.

Esta noite redescobri um daqueles cd’s de late night jazz, daqueles de film noir de detectives e loiraças, numa qualquer visão romântica da noite a HP5 400. O Tri-x tinha muito grão.

Seguiu-se Ascenseur pour l’echafaud… e tento lembrar-me se isto era para chegar a alguma conclusão ou se me estava apenas a apetecer deitar palavras em cara ou coroa.

Alguma coisa era…

Play it again Sam!