Empreendedorismo e Revitalização da Cidade

Hoje dei com a notícia do lançamento deste curso e achei a coisa muito interessante. Acima de tudo porque pretende ensinar empreendedorismo tendo como objecto e espaço de trabalho a cidade de Lisboa.

Lisboa é uma cidade cheia de oportunidades latentes, de espaços vazios ou abandonados, à espera que algo aconteça. Estive recentemente no Porto e é incrivel ver como a Baixa se tem desenvolvido para lá do primeiro núcleo de “movida” que se gerou na Cedofeita e já contamina outros sítios. É tão agradável andar numa cidade assim. Encontrar lojas antigas transformadas em espaços de venda e ateliers criativos, em bares e restaurantes, ao lado de lojas tradicionais que se mantiveram e que agora ganham novos clientes, logo seguidos de talhos e mercearias a dar cor e a não deixarem que as coisas se fiquem apenas pelo lazer.

E Lisboa? Não temos a Estefânia e o Chile, centro da cidade, em ponto rebuçado? As Avenidas Novas totalmente ao abandono? Alcântara? Alfama? Castelo? Tanta loja abandonada e tanto negócio que se pode inventar.

Empreenda-se! Pim! Revitalize-se e reutilize-se!

Sobre o dito curso, é pena que seja tão caro senão tinham-me lá.

 

Grandes bigodes

Ainda não percebi se gosto mais de ser aluno ou ser professor, mas como já muita gente disse por aí, ensinar também é aprender e é um desafio porque de repente nos obriga a sistematizar conhecimento, a enquadrá-lo, a dar-lhe contexto e ao mesmo tempo a fazer algumas sínteses que na correria dos dias nem sempre são possíveis.

Esta foi a turma da segunda edição da Pós-Graduação de Gestão da Criatividade e do Design para a Inovação Empresarial (ufa) a quem fui apresentar os conceitos de Transmedia Storytelling e não só. Assumindo a cultura de convergência lancei as pontes com conceitos que normalmente se deixam de fora: user experience, social media, SEO, conteúdos, digital, analógico … ah, e tecnologia.

E porque é que estão todas, e o Moisés, de bigode? É uma longa história ou a boa resposta ao desafio lançado durante as aulas e que se concretizou numa ideia que até pode vir a dar um bom negócio… ou dois. Afinal é esse o objectivo da pós-graduação: inovar e empreender.

A minha parte está para já terminada mas vou ficar de olho nestes bigodes porque até final do ano suspeito que nos vão dar boas surpresas. 🙂