Pagar apenas o caminho percorrido

Hoje foi noite de Ignite e tenho mesmo que partilhar connvosco aquela que foi a ideia da noite. Mesmo que já alguém a tivesse pensado, ainda não a tinha visto posta assim de forma tão simples e a dar ideias para tantas evoluções possiveis.

Depois de algumas apresentações a falar da necessidade de mudança um bocado a chover no molhado (sim, yá precisamos de mudar mas por onde a malta precisa de caminhos de acção e sobre isto recomendo, outra vez, a leitura do Switch), chega o Herlander com uma ideia fantástica e cheia de sumo.

E se pagássemos os transportes públicos apenas pelo caminho percorrido? Porque justifica ele que algumas pessoas andam muito pouco e outras andam muito e pagamos todos o mesmo. E se calhar isso não é muito justo ou não incentiva devidamente o uso do transportes públicos.

A ideia vinha completa, baseada num sistema de taxação pelo número de “paragens” usadas e packs de preços e tudo. E nas vantagens apareciam as questões de saúde pública. Ter que andar a pé para poupar algumas paragens seria certamente uma coisa boa.

Reconheço uma grande ideia quando ela me faz nascer outras ideias. E se eu pudesse ganhar paragens de transportes públicos por andar paragens a pé? Ou por andar de bicicleta? E se eu ligasse o consumo de paragens com o uso do carro particular? Com as emissões de CO2 associadas ao meu carro dentro da cidade terem de ser compensadas pelo uso de transportes públicos?

Se pensarmos na componente tecnológica, esta questão resolve-se em 3 tempos. Nas questões do preço, idem. Naturalmente complicamos o modelo de exploração baseado numa taxa única quando o passamos para este tipo de variáveis.

Mas uma coisa é certa, isto é uma ideia de mudança que de forma subtil introduziria mudanças no pensamento e no comportamento das pessoas perante os transportes públicos e a mobilidade na cidade.

Gostei! Foi o virus da noite.

photo gentilmente roubada ao @retorta