O MUDE e as acessibilidades

À direcção do MUDE

Sou um frequentador habitual do MUDE, que muito aprecio pela qualidade da colecção, das iniciativas e do trabalho que tem sido feito, que faz dele um espaço único e merecedor da nossa melhor atenção e recomendação. Pelo trabalho feito tem desde sempre os meus parabéns.

Mas ter sido surpreendido hoje com uma questão de falta de acessibilidade a quem quer visitar o museu com um carrinho de bebe foi uma nódoa que não esperava.

Não compreendo, não entendo e não aceito que não resolvam o acesso aos pisos superiores a quem tenha que se deslocar com carrinhos de bebes, a quem tenha dificuldades motoras, a quem tenha mais idade, a quem se desloque numa cadeira de rodas.

Se os elevadores são velhos, mandem pôr novos. Simples. Existem soluções para isso e em Portugal não faltam empresas nessa área prontas a dar solução. E se o problema é tráfego, limitem o uso a quem de facto precisa.

Design é acessibilidade, é usabilidade e é experiência de utilização. E não encontrar as duas primeiras num museu que se diz da área é no mínimo absurdo. A última ficou manchada pois claro. E não fosse a simpatia de quem me atendeu e tentou explicar e desculpar o sucedido, mais manchada teria ficado.

Temos uma jóia na Baixa Lisboeta com uma capacidade de atracção e de âncora que muita falta faz à zona mais nobre desta cidade, por favor não a estraguem por 3 tostões de investimento quando pesado o retorno para a cidade e para a zona.

Por último, é um bocado escandaloso que o livro de reclamações esteja cheio e não exista um novo como é de lei.

Espero sinceramente que algo MUDE

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