menos um centimetro, menos umas toneladas de madeira

Segundo o artigo da Gizmodo, o IKEA vai deixar de produzir a Expedit para a substituir por outra, com a mesma estrutura e capacidades de arrumação, mas com menos madeira.

Não sendo uma mudança visual que se note por aí além, o bom da ideia vem da noção de sustentabilidade que lhe está subjacente.

Menos um centímetro representa menos umas toneladas de madeira. É claro que para o negócio também representará menos custos a produzir a mesma peça, eventualmente com o mesmo preço de venda, mas acima de tudo, reduzir o impacto dos produtos na natureza parece-me sempre uma boa abordagem.

Esta visão do IKEA representa, para mim, um compromisso sério com a noção de sustentabilidade e de que vivemos num mundo global, onde as nossas acções têm impacto no quintal dos outros e mais tarde ou mais cedo no nosso. São como o karma… mais dia menos dia caem-nos na cabeça ou elevam-nos.

Em acções de sensibilização ao tema do ambiente é frequente falar-se do urso polar que vai ficar sem casa por causa do degelo… pois… parece que este inverno já nos mostrou que quem vai ficar sem casa somos nós.

E portanto tenho que deixar a pergunta… na tua vida, onde é que “um centímetro” pode fazer uma diferença substancial para ti e para o bem-estar do mundo?

p.s Já por aqui falei muitas vezes dum livro que me marcou bastante, o The Necessary Revolution, e recentemente ouvi o The Future, do Al Gore, e os dois não podem ser mais claros na necessidade de pensarmos o mundo de forma global e de alinharmos as nossas acções com isso. Arranjem tempo para os ler.