Lisboa a mexer

A edição de verão da Monocle (que ainda não me chegou às mãos) traz a sua habitual lista de melhores cidades para viver e Lisboa volta a constar no último lugar da lista, 25º. É o último mas fora da lista ficam muitas cidades famosas e grandes que se julgariam com lugar cativo nos primeiros lugares.

Na edição de 2009 este 25º lugar foi justificado com as alterações previstas para a cidade e o potencial ainda latente em termos de facto uma boa cidade. E se duvidam que dentro de poucos anos podemos mesmo chegar a lugares mais cimeiros, comecem a reparar em pequenas alterações que vão surgindo e tornando esta cidade mais cosmopolita e agradável:

. jardins arranjados e com quiosques e esplanadas um pouco por todo o lado, e a recuperação de espaços abandonados, nomeadamente Miradouros escondidos;

. novos cafés e restaurantes e espaços de lazer onde a qualidade de serviço, a decoração e a oferta se estão a distinguir pela positiva;

. a renovação do comercio local com novos espaços que trazem tanto de tradicional como de inovador, geridos por uma nova geração mais atenta e disposta a mudar as regras do jogo;

. espaços de estacionamento para bicicletas e motorizadas libertando os passeios;

. cada vez mais bicicletas na cidade;

. o recente acordo de libertação da zona ribeirinha a favor da cidade;

. a modernização do metro e a aposta da Carris em novos meios e novas rotas.

Pode parecer pouco e olhando para tudo o que falta fazer na cidade, é pouco. Mas é um principio e este hábito de só fazer o grande ignorando o pequeno é algo que temos que mudar.

A mim cada vez mais me agrada viver em Lisboa e vendo a cidade a mexer ainda mais vontade tenho de cá continuar. E acreditem-me, Lisboa pode facilmente ser uma grande cidade, sustentável, móvel, ecológica, acessível e amigável.

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