Co-Criação e Design Generativo

Já no blog da Active andei a dissertar sobre bio-conteúdos, uma das coisas que me tem andado a martelar as ideias. E desde que vi a primeira impressora 3D em acção na saudosa Reboot em 2009, que acredito que o futuro está nestas novas formas de criar, produzir, inventar, inovar, gerar, renegerar.

Olhar para o potencial que nos trazem estas novas tecnologias de criação é quase pensar em nós como Deuses… já se imprimem orgãos humanos, já se imprime comida, já se imprimem peças à medida e acima de tudo à nossa medida. Já se fizeram coisas para reciclar o plástico em casa e gerar material para imprimir peças novas. A caminho duma nova forma de sustentabilidade, podemos também dizer.

Outro dia deparei-me uma frase de Avinash Rajagopal no seu livro Hacking Design e que me fez todo o sentido. Já não estamos a falar de DIY (do it yourself) mas a falar de Do It For Yourself. Se isto não faz sentido então expliquem-me porque é que tanta a gente gosta de personalizar a capa do seu telemóvel ou de ter uma coisa única, exclusiva, diferente de toda a gente. E réplicas?

Hoje li um artigo, que se aproxima da minha ideia do bio-conteúdo. Um senhor do MIT quer apostar no 4D, em mobilia que se possa montar a ela própria, por exemplo:

Thus, while 3-D printing uses plastic to build computer renderings, 4-D printing involves printing materials that then turn into whatever you’re trying to make.

A brincar aos deuses, sem dúvida, deixa lá o teletransporte, isto é muito mais interessante. Resumindo, sim, estou totalmente apaixonado por isto e não acabo o ano sem mandar vir a 3D print cá para casa.

De caminho, e se este tema também vos interessa, deixo o desafio de espreitarem a novissima pós-graduação do IADE, Co-Criação e Design Generativo para a Inovação ou passem pelo Facebook e façam perguntas aos mentores da coisa, o Américo Mateus e o Brimet Silva.

O pequeno disclaimer deste artigo é que sim, depois de anos de costas voltadas, me voltei a aproximar do IADE e até lá dou umas aulas de vez em quando, mas a novidade e importância do assunto sobrepôe-se a isso tudo.