Há um novo crítico musical no activo

Hoje, desafiado pelo Pedro Rebelo, iniciei uma nova faceta na minha carreira de escrevedor sem termos num site chamado MyJazzFestival, onde se escreve sobre ranchos folclóricos e outras músicas tradicionais portuguesas, para concorrer com o Tiago Pereira e a sua saga.

Enquanto não acertamos com o tema, até porque aqui na rua não há muitas velhas cantadeiras e o tempo para viajar é curto, vamos escrevendo sobre jazz. Sim, não sou só eu… há lá mais descansem.

E agora perguntam vocês, porque raio ou que espectro de formação tenho eu para me pôr a dissertar sobre jazz ou qualquer outra musica? Pois realmente não sei e confesso que tão pouco estou interessado. É um género de musica que gosto de ouvir, em quase todas as suas variações. Não conheço nem 1% dos músicos ou bandas que por ai andam, mas isso torna a minha descoberta mais agradável. Ah, vou ao Jazz em Agosto todos os anos como quem vai a Fátima dim-joelhos.

Isto levou-me a recordar o que foi o meu percurso de descoberta e sobre isso escreverei algo mais detalhado lá no tal site.

É um projecto em desenvolvimento a precisar de umas quantas Jam Hacking Sessions, mas é para isso que servem as tardes de convívio. E se uma pessoa não se divertir nos intervalos da chuva, queixa-se que está de chuva? Comprem uma sombrinha, bonita palavra em desuso.

Até jazz!

Ladrões de bicicletas

Hoje fui roubado! Como de costume nos últimos tempos tenho andado de bicicleta diariamente e apesar de ser uma dobrável deixo-a sempre no hall do prédio, quer em casa quer no escritório, em local que não estorva ninguém mas que me facilita a vida e evita que ande sempre com a bicla ao colo.

Hoje fui roubado! À hora de almoço ainda lá estava, ao fim do dia a minha Coluer Transit Lovers branca, igual à da imagem, foi roubada. O ladrão é tão burro que cortou o cadeado e nem percebeu que me esqueci da chave no cadeado. Podia ter poupado este trabalho e já agora ainda tinha ganho um cadeado, o boi.

Se vos tentarem vender uma bicicleta igual a esta ou se virem uma à venda em situação suspeita, digam-me por favor. Já tem três anos de uso e é minha e eu gosto dela e sinto-lhe a falta e não estava nada na disposição de ter que comprar outra. 🙁

Aqui está outra fotografia dela.

p.s. deve ter ainda três coisas penduradas que a distinguem: um suporte de cadeado no garfo do guiador e dois suportes de luz, um no guiador e outro debaixo do banco (este ultimo passa bastante despercebido).

 

 

Canudos

Estava para aqui a ler a notícia sobre a obrigação de as universidades darem a conhecer a empregabilidade dos cursos e dei por mim a divagar.

Não ponho em causa que não existam cursos da tanga, que mais parecem pós-graduações que formações de base. Vimos muitos casos desses na euforia do acesso ao ensino superior. Por tudo e por nada se montava um curso superior, a olhar para uma necessidade que o mercado tinha. O problema é que desde a descoberta da oportunidade até sair a primeira fornada de jovens licenciados passavam 4 anos e a oportunidade desvanecia-se e o aluno sentia-se defraudado.

Este é o problema de se olhar para o ensino superior apenas como uma resposta ao mercado. Muito provavelmente já alguém estaria a lançar uma licenciatura seguida de mestrado sobre Facebook, entre muitas outras.

A formação é um percurso que nos deve dar as ferramentas para enfrentar desafios e desafiar-nos a entrar por caminhos diferentes, a aprender outras coisas, relacionadas ou não, paralelas, complementares ou divergentes. Deve adaptar-se aos tempos, naturalmente, mas há uma base de conhecimento que são as fundações para a sua construção futura e que lhe permitirão navegar pelas águas que queira.

Mais que mostrar dados de empregabilidade é importante mostrar portas secundárias e terciárias. Apresentar áreas de trabalho onde o tipo de conhecimentos que o aluno vai receber podem ser interessantes. Revelar tendências de futuro onde esse conhecimento possa vir a ser relevante. Isso sim, pode fazer a diferença.

Pensaram os antropólogos que podiam vir a ser tão importantes nos processos criativos e de inovação? Olhem para o método de trabalho da IDEO e digam lá se não os estão a ver? Entre outros claro.

Ao longo dos anos tenho frequentado vários cursos, e de cada um deles tenho retirado ensinamentos importantes para a minha actividade profissional mesmo que alguns tenham sido feitos apenas por gozo pessoal. O curso de dactilografia feito para encher as férias de verão nos idos de 80 do século passado serve-me para teclar mais depressa, apenas isso.

E para acabar, fico a pensar que as universidades deviam estar a apostar em “adaptarem” algumas das suas licenciaturas aos públicos mais maduros, que já passaram pela universidade, mas que querem voltar, explorar outras áreas de conhecimento, com outro ritmo, outro embalo, outra cadência, com horários pós-laborais e muitos etc’s. Estou a pensar em pessoas que a pensar na empregabilidade escolheram determinados cursos mas agora até gostariam de voltar ao seu sonho e frequentar filosofia ou germânicas ou história ou economia ou cinema ou… apenas pelo prazer de se enriquecerem.

Eu tenho a certeza de que voltarei aos bancos e até já tenho algumas ideias.