As férias no Zmar

A ideia não é fazer-vos inveja das minhas férias que agora terminam… ou talvez seja. 🙂 Esta era a minha vista diária.

Descobri o Zmar através de uma amiga sempre atenta a estas coisas e contrariamente ao que é habitual fiz a reserva em Maio. Daí até lá chegar fartei-me de ouvir vozes a bradar aos céus que clamavam que nem mortos, que aquilo estava uma desgraça, que nem daqui a 10 anos, um deserto… etc etc etc.

Pois vim de lá a pensar que se calhar este até foi o melhor dos anos para lá ter passado férias.

A relação qualidade/preço foi óptima e daqui para a frente a grande dificuldade deste empreendimento é conseguir o equilíbrio entre o retorno do investimento pelo aumento da capacidade de alojamento e o sossego e a paz zen que ali se vivia nestas semanas. E tivemos algumas amostras do que pode ser este espaço com gente a mais. Vai-se o sossego e perde-se alguma desta qualidade, nomeadamente na piscina que se torna curta e nas cadeiras e espreguiçadeiras que passam a valer ouro.

O conceito do espaço parece-me muito bem pensado, muito nórdico no conforto e na simplicidade das soluções a todos os níveis, desde os alojamentos aos espaços comuns, à tecnologia em uso, aos serviços instalados. Faltam as sombras, eu sei, mas estão a crescer. Até lá não aconselho ninguém a fazer campismo com tenda, excepto se lhes apetecer fazer um estágio para acampar no deserto.

Depois juntem-lhe uma grande equipa de alentejanos e as relações diárias, a simpatia do atendimento e a capacidade de resolução dos pequenos “problemas” sobem a pique. Bem me esforcei por encontrar um gajo parvo que me irritasse. Não consegui. E se eles são muitos. Contas por alto e devem ser quase 100 pessoas a assegurar a vida diária e praticamente todas da região.

Com tudo isto passei duas semanas estendido à beira da piscina, com o almoço a 100 metros, a criança a passar as tardes em actividades lúdicas com as outras crianças, o pós-jantar na sala lounge a prolongar as leituras… numa paz e sossego como há muito tempo não tinha em férias.

E foi de tal maneira que as poucas idas à praia (apenas 4) foram curtas e para regressar ao bem-bom da espreguiçadeira e aos livros.

Contas feitas, abati 6 livros da lista, ouvi cerca de 200 músicas no ipod, gastei dois frascos de protector solar e fazia quase 400 metros de natação diária (estou um Apolo).

Assim sim… são férias. No próximo ano, se voltar, não me posso esquecer de levar a almofada e um candeeiro de cabeceira que foram as grandes falhas no alojamento. Uma era terrível o outro não existia. E a bicicleta também, se a comprar entretanto. Sempre chego mais depressa à piscina.