Create Notion

life design: cidades, cidadania, mobilidade, sustentabilidade, ideias

Lisboa a mexer

A edição de verão da Monocle (que ainda não me chegou às mãos) traz a sua habitual lista de melhores cidades para viver e Lisboa volta a constar no último lugar da lista, 25º. É o último mas fora da lista ficam muitas cidades famosas e grandes que se julgariam com lugar cativo nos primeiros lugares.

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TV Digital – coisas realmente interessantes

De cada vez que passa um anúncio de uma qualquer plataforma de tv digital penso sempre que me estão a vender funcionalidades técnicas que pouco ou nada acrescentam à minha felicidade quando há outras que podiam fazer realmente a diferença para o utilizador. É nitidamente um produto que pensa mais no engenheiro que o concebeu que no gajo que o vai usar.

Por isso, eu, usador da coisa, deixo aqui de borla 2 ou 3 coisas que seriam realmente interessantes para a minha tv digital:

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Parábola da salvação

A história seguinte não é minha claro, mas não resisto a transcrever e partilhar porque se pensarmos bem ela explica muito da nossa realidade:

Start with a cage containing five monkeys.

Inside the cage, hang a banana on a string and place a set of stairs under it. Before long, a monkey will go to the stairs and start to climb towards the banana. As soon as he touches the stairs, spray all of the other monkeys with cold water.

After a while, another monkey makes an attempt with the same result – all the other monkeys are sprayed with cold water. Pretty soon, when another monkey tries to climb the stairs, the other monkeys will try to prevent it.

Now, put away the cold water. Remove one monkey from the cage and replace it with a new one. The new monkey sees the banana and wants to climb the stairs. To his surprise and horror, all of the other monkeys attack him.

After another attempt and attack, he knows that if he tries to climb the stairs, he will be assaulted.

Next, remove another of the original five monkeys and replace it with a new one. The newcomer goes to the stairs and is attacked. The previous newcomer takes part in the punishment with enthusiasm! Likewise, replace a third original monkey with a new one, then a fourth, then the fifth.

Every time the newest monkey takes to the stairs, he is attacked.

Most of the monkeys that are beating him have no idea why they were not permitted to climb the stairs or why they are participating in the beating of the newest monkey.

After replacing all the original monkeys, none of the remaining monkeys have ever been sprayed with cold water. Nevertheless, no monkey ever again approaches the stairs to try for the banana. Why not? Because as far as they know that’s the way it’s always been done round here.

Parábola da salvação!

Os tugas não estão bem!

O título roubei-o à minha amiga Sónia que me deu a inspiração e a clarividência.

Os tugas não estão bem! Não sei se as cinzas desceram por aí abaixo e nos deixaram delirantes, se foi o inverno rigoroso e a falta de sol e a chuva a mais que o normal, se as estações do ano todas baralhadas com 3 dias de verão e 5 de inverno. Mas é verdade… os tugas não estão bem!

E tenho a certeza disto porque nas últimas semanas tenho visto tanta mas tanta estupidez, tanta indigência mental, tanto desvario, tanto desatino, que só pode ser causa de algum elemento externo à nossa vontade que nos tolda o raciocinio e a clarividência.

E todos os dias penso que isto só lá vai com choques eléctricos, purgas, sanguessugas, sangrias e acima de tudo… porrada! Nunca um país precisou tanto de porrada a ver se toma tino! Daquela de criar bicho!

Amanhã é outro dia! Mas não se esperam melhoras repentinas.

Viajar é uma urgência!

“Travel is fatal to prejudice, bigotry, and narrowmindedness.”
- Mark Twain

A notícia que saiu hoje no i relembrou-me uma ideia recorrente: se eu fosse presidente da junta obrigava toda a gente a viajar, não para os resorts de Porto Galinhas, mas para os países a sério que para terceiro mundo já basta.

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Eu já sabia!

É uma coisa tenebrosa!

Com a idade, ou sem ela, começamos a ganhar uma noção horrível sobre as coisas, e um esclarecimento mental que nos leva a concluir com antecedência o resultado de certas acções. Ou não acções.

É uma coisa tenebrosa esta do já saber antes de se saber! Mas estava-se mesmo a ver. É aquela coisa de pai que vê que o puto vai mesmo fazer asneira e partir-se todo no chão mas não pode fazer muito a não ser pôr-se a jeito! Dizer “Tu vais cair” ou ficar calado, dá o mesmo resultado.

Mas acima de tudo é importante que eles caiam, que se esfolem todos, que se atirem contra as paredes, que façam asneiras, porque da asneira nasce a luz e o saber faz-se também com a experiência.

O pior de tudo é que isto não acontece só com os filhos. Acontece no geral da vida. E o que mais me lixa é no fim de tudo pensar para com os meus botões “Eu já sabia!”.

Há alturas em que preferia não saber ou não ter razão. A sério! É um sentimento terrível este do “Eu já sabia!”.

E a coisa torna-se pior quando a experiência não serviu de nada e os vemos a fazer a mesma asneira. E só podemos encolher os ombros e ter pena da parede onde vão bater. Não, não dá para atravessar a parede à cabeçada por mais que tentes e ela não se vai desviar! É uma evidência!

E pronto! Eu já sabia! Mas de nada serviu! E agora? Agora nada… o filho não é meu.

Vida digital 3.0

Depois de quase 4 anos de Quionga6 decidi-me por uma arrumação de ideias e de espaços. Ainda não percebi se simplifiquei, mas isso é uma conclusão de segundas núpcias.

Bem-vindos ao Create Notion, o blog onde quero escrever sobre alguns dos temas que sendo transversais à nossa vida não encontravam ainda espaço adequado nem cabiam bem nos outros blogs: cidadania, sustentabilidade, mobilidade, ideias de vida e da vida enquanto sociedade e núcleo urbano, as novas e velhas ideias de cidade. Coisas que me ocupam o espírito e sobre as quais gosto de me debruçar.

Mas não se desiludam os que visitavam o velho Quionga6 à procura de parvoice e chacota. Ele lá está, com nova cara e novo endereço quionga6.com, apenas, enquanto tudo o resto se mantêm em arquivo histórico para os mais saudosistas.

A junção destas coisas todas faz-se na minha cabeça. E também no twitter. Não é dificil encontrarem-me. :)

A sinalética, a inteligência e a educação

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Este sinal quer dizer o quê? Para o aprendermos fomos (a maior parte de nós) obrigados a tirar um curso de condução para lhe aprendermos o significado.

Basicamente, é proibido ultrapassar.

A forma redonda e com uma orla vermelha indica-nos que é um sinal de proibição. O vermelho está convencionado como sendo o símbolo do perigo e por isso o proibido. Percebem agora as questões relacionadas com a lingerie vermelha, lanternas vermelhas, e coisas assim.

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Permacultura (ou como teorizar sem praticar)

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Este fim-de-semana fui ajudar o sogro (coisa que fica sempre bem) na grande apanha da azeitona. E para um rapaz vindo do campo urbano, esta foi a minha primeira vez.

Foi divertido, foi sim senhores.

E dei por mim a pensar que de facto isto anda tudo ao contrário. Há gajos na cidade que fazem qualquer coisa e apropriam-se de qualquer canteiro para fazer uma horta, e gajos no campo que fogem disso a 7 pés e sonham com a vida na cidade, no shopping, na balburdia de onde depois fugirão com excesso de stress.

Passear na vila e vê-los enconstados ao café de mini na mão enquanto os velhos se esfalfam na lavoura, sem que ninguém os ajude é um bocado triste. Destas azeitonas sei que vou ter azeite do bom até à próxima colheita. Se existir… porque por este andar as próximas azeitonas ficam na arvore.

E mesmo este ano, das 180 existentes devem ser apanhadas umas 30 no máximo. Ainda assim dará para umas duas toneladas ou mais de fruto.

O outro ponto dos meus pensamentos perdeu-se nos ecologistas e permacultores, um nome fino que agora se dá a quem idolatra a vida junto da natureza. E grande parte deles nem sequer sabe que para apanhar tomate não é preciso uma escada. Na azeitona sim, dá jeito.

A ideia que quero deixar é simples: porque é que os meninos permacultores não se armam em brigada de alfabetização e vão por esses campos fora ajudar os velhotes a apanhar azeitonas, a cuidar das hortas, dos animais e etc? Em paga virão carregados de coisas boas do campo, é esse o modelo de negócio.

Faz doer as costas não é? “Permacultar” no facebook é mais fácil não é? E não suja as unhas. Pois é… depois venham-me cá com teorias que já vos digo onde as podeis plantar.

Mais prática e menos pregação, que isso é para os padres e a esses já deixei de os aturar à muito tempo.

Miudos no Metro (ou nos transportes em geral)

metrox_logo

O Metro de Lisboa vai lançar um clube com mascote destinado a sensibilizar os mais novos para a utilização dos transportes públicos. Acho muito bem. De pequenino se torce o pepino diz o povo, e o universo não é sustentável se andarmos todos montados em petróleo. E até que cheguem as alternativas ainda temos muito que penar. Mas adiante.

Aquilo que mais me “incomoda” é que esta utilização dos transportes pela família e pelos miúdos tem outra forma de ser dinamizada e isso passa pela politica de bilhetes e tarifas. Não só mas acima de tudo por aí.

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